O mundo tem vivenciado grandes mudanças na tecnologia, na economia, na política e em outros aspectos sociais. Para quem faz a gestão de oficina mecânica, esse cenário deixa muitas dúvidas e questionamentos.

Afinal, com o crescente dinamismo do mercado, aumenta a exigência de rapidez na reação das empresas, que devem estar sempre prontas para mudar e se adaptar. Apesar dessa agitação, fica uma certeza: as companhias devem ser flexíveis às mudanças de métodos, técnicas, processos e ter disposição para ajustar seu planejamento estratégico e operacional sempre que for necessário.

O primeiro passo para mudar é aceitar o erro, mas para que se possa aceitar o que está errado é preciso saber em que se está errando. Para encontrar as falhas na gestão da sua empresa, acompanhe os 7 pecados capitais da gestão de oficina mecânica Boa leitura!

O que é gestão

A palavra gestão vem do latim e significa o ato de gerenciar e administrar. Já o gestor é o administrador, mas com algumas funções diferenciadas e novas responsabilidades que devem estar alinhadas às necessidades e exigências do mundo de hoje.

Com o aumento da concorrência, o que efetivamente tem peso no processo de gestão sãos os fatores relacionados a qualidade, criatividade e racionalização de processos para eliminar desperdícios, entre outros.

Um gestor deve fixar metas e usar o planejamento para alcançá-las. Além disso, precisa analisar os problemas para conhecê-los e saber como solucioná-los, organizar os recursos financeiros e tecnológicos e ser um comunicador e líder que motive a equipe. Veja, a seguir, os erros que um gestor não pode cometer!

1. Não separar as contas empresariais das pessoais

Para ser viável, uma empresa precisa se sustentar. Se você não souber quais são suas despesas e quais são as da empresa, como terá noção se ela está evoluindo? É preciso conhecer com precisão os valores que estão entrando e saindo, e se há lucro ou prejuízo. Para isso, é preciso que defina seu pró-labore.

Se você optar por pró-labore flutuante, aquele que varia conforme a lucratividade da companhia, pode passar por momentos difíceis dependendo da época ou pode retirar quantias que poderiam ser investidas para o melhoramento da empresa.

Para que isso não aconteça, defina o pró-labore, inclua-o nas despesas mensais de remuneração e o mantenha. Separar as despesas pessoais das da empresa possibilita o controle de reserva para emergências e assegura que não haja o risco de entrar no vermelho.

2. Não controlar o capital de giro

Muitas empresas de médio e pequeno portes vão à falência por falta de gestão do capital de giro — aquela reserva feita para os momentos de necessidade. Mesmo empresas com grande lucro que não fizerem uma boa gestão podem se complicar, pois a lucratividade pode variar muito de mês para mês.

Mesmo que por um tempo o saldo seja negativo, é bom se preparar para dias mais lucrativos e não perder o foco. Quando a empresa está no início, é natural que o gerenciamento do capital de giro seja um pouco mais complicado, mas ele não é impossível!

Se a empresa estiver crescendo e tiver um bom capital de giro, vale pensar em investimentos no próprio empreendimento. O segredo está em manter as finanças em dia para poder administrá-las e mantê-las.

3. Escolher fornecedores errados

A escolha do fornecedor é fundamental para o bom andamento da oficina. Os fornecedores devem ser pensados como um apoio externo de extrema importância para o funcionamento de todo o fluxo de trabalho.

Fique atento a alguns fatores que devem ser observados quando for escolher o fornecedor, como a comunicação, os valores, os prazos e outros clientes. Nem sempre é viável manter exclusividade, em alguns casos ter vários fornecedores auxilia na demanda.

Se optar por mais de um fornecedor, fique atento aos prazos de pagamento. Dívidas acumuladas podem se tornar um grande problema. Além disso, muitos fornecedores podem se negar a aceitar pedidos se a empresa tiver muitas pendências.

4. Não investir em infraestrutura

Com a grande concorrência, investir em infraestrutura pode ser um grande chamariz! O aspecto envelhecido e ultrapassado pode fazer que clientes em potencial nem entrem na oficina.

Equipamentos, aparelhos e ferramentas com ar de desgastados podem não transmitir confiança e se realmente estiverem em más condições podem dificultar o serviço e atrasar o tempo de entrega.

Invista em espaços agradáveis, e que sirvam de sala de espera, para receber os clientes. Sentir-se confortável e bem recebido, além do bom serviço prestado, pode ser o ponto-chave para que o cliente volte.

5. Não investir em qualificação

A preocupação com qualificação não deve partir apenas dos funcionários. O gestor deve incentivar e investir na qualificação de toda a equipe: mecânicos, recepcionistas, vendedores (quando houver) e todos os colaboradores, inclusive o gestor, devem passar por qualificações.

Em um ramo tão competitivo uma equipe bem treinada e capacitada pode ser o ponto de partida rumo ao crescimento! Qualidade no serviço prestado é o que todo cliente espera e deseja.

6. Não realizar o controle de estoque

Não ter itens de saída rápida e frequente ou acumular peças que foram compradas sem necessidade podem significar perda de dinheiro por falta de controle de estoque funcional.

Muitas vezes, é difícil saber qual demanda virá, mas com uma simples planilha de controle, é possível registrar o que tem, a quantidade restante, valores de compra e revenda, datas de saída e o que mais achar necessário.

Marque também a posição de cada item para que todos os que têm acesso possam manusear sem dificuldades de forma a facilitar e agilizar os processos. É algo simples que ajuda na gestão.

7. Não fazer divulgação

O boca a boca funciona mas não é o único, nem o mais eficaz, modo de divulgação. Faça que sua oficina apareça para que seja lembrada quando algum serviço for necessário. A ideia é que se torne referência na região em que estiver localizada. Lembre-se de que divulgação não é gasto, mas investimento.

Se você está com dificuldades para administrar sua oficina ou quer melhorar os negócios, é fundamental manter-se atento a esses erros. A resolução desses problemas pode ser o ponto-chave para o seu diferencial competitivo.

E mais: para que a gestão de oficina mecânica funcione, todos precisam estar integrados, mecânicos e gestores devem trabalhar unidos em prol do que é mais importante para ambos: o crescimento da oficina!

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