O trabalho do câmbio do veículo é transferir a força do motor para as rodas do carro. Até pouco tempo atrás, existiam dois tipos de câmbio automotivo: o manual e o automático.

Após muitos anos de desenvolvimento de tecnologias na indústria automobilística, o cenário hoje é muito mais diverso! Câmbio CVT, dupla embreagem, automatizado — o mercado está cheio de opções!

E no texto de hoje, explicaremos um pouco sobre o que eles são, para que servem e quais cuidados é preciso ter na sua manutenção. Vamos lá?

O que é e para que serve?
De forma simples, o câmbio é o sistema pelo qual o motorista consegue definir a marcha adequada para o deslocamento do veículo, controlando sua velocidade. Na prática, é o meio pelo qual o motor transfere sua potência para as rodas.

Por que fazer revisão?
Muitos desconhecem, mas, assim como o motor, o câmbio automático também precisa de um óleo lubrificante para reduzir o atrito e funcionar perfeitamente. E ele também deve ser renovado periodicamente!

A boa notícia é que, por não estar em constante contato com sujeiras ou adversidades (pelo menos não tanto quanto o motor), o espaço de tempo da troca é bem grande, geralmente a cada 50 mil quilômetros rodados ou a cada três anos. Esse intervalo pode variar de fabricante para fabricante. Então, o ideal é consultar o manual do proprietário do seu veículo para verificar essa questão.

A maioria dos carros com câmbio manual não demanda esse tipo de troca, a menos que seja encontrado algum vazamento, ou seja, necessário algum tipo de reparo.

Qual o impacto na performance?
Escolher qual marcha conduzir o seu veículo em determinada ocasião, é o que vai impactar diretamente na performance da sua condução. A potência escolhida pela marcha (mais baixa ou mais alta), diz respeito a duas variáveis: força e velocidade.

As marchas mais baixas (primeira e segunda) têm como objetivo proporcionar a força necessária para arrancar o carro, subir ladeiras ou puxar cargas pesadas.

Por sua vez, o papel das marchas mais altas (terceira, quarta, quinta em diante) é otimizar potência e fornecer velocidade. Por isso, é preciso “alongar” mais essas marchas para desenvolver a velocidade máxima de cada uma.

Fazendo as trocas no momento certo, o consumo de combustível será mais baixo. O conta giros é a melhor forma de saber qual é essa hora. Giros muito altos exigem mais do motor, resultando em um consumo maior de gasolina. Então, procure fazer as trocas entre 2 mil e 3 mil giros. Vale lembrar que essa também é uma questão que pode ser diferente de veículo para veículo. Dessa forma, procure se informar qual é a condução ideal para o seu!

Quais os tipos de câmbio automotivo?
Câmbio manual
O mais comum dos câmbios é o manual. Não há muito mistério, eles utilizam uma sequência de engrenagens para transmitir o torque do motor para as rodas, com o auxílio de uma embreagem. A maior parte dos carros usa esse tipo de transmissão, por ser barata e de fácil manutenção.

Nos câmbios manuais, as trocas são feitas pelo motorista por meio de uma alavanca, e uma série de sincronizadores transferem esse movimento na manopla para dentro da caixa de câmbio. Esse movimento deve ser realizado junto com o acionamento do pedal de embreagem, realizando a troca da marcha.

Câmbio automático
Câmbios automáticos, obviamente, não exigem do motorista qualquer ação para realizar a troca de marchas.

Ele funciona por meio de um conversor de torque, ou seja, um equipamento que varia o acionamento das marchas, seguindo o torque feito pelo motor. Muito confortáveis e robustos, os câmbios automáticos são muito comuns em carros mais caros, como o Jeep Renegade e a Mercedes Classe C.

Câmbio automatizado
Na prática, para o motorista, o câmbio automatizado acaba sendo bem semelhante ao automático. O aspecto que mais diferencia um do outro, e pode influenciar em uma compra, é o preço, inclusive o da manutenção. O automatizado costuma ter um preço mais acessível ao consumidor. E o que pode justificar o maior valor do automático, é que ele proporciona um conforto maior, com trocas de marcha quase imperceptíveis.

Os câmbios automatizados podem ser separados em dois tipos: de uma ou duas embreagens. Esse tipo de câmbio utiliza um sistema de embreagens para troca de marcha bem parecido com o câmbio manual, lembrando que não exige do motorista qualquer movimento para essa troca.

Uma embreagem
Também conhecido como câmbio robotizado, o câmbio automatizado de uma embreagem utiliza controles eletrônicos para o acionamento da embreagem, ou seja, é um câmbio manual com auxílio eletrônico na troca de marcha. Seu funcionamento é simples e barato, o que permite sua implantação em carros populares como o Volkswagen Up e o Fiat Uno.

Dupla embreagem
Com uma embreagem dedicada às marchas ímpares e outra às pares, o câmbio de dupla embreagem tem um funcionamento muito rápido e é muito utilizado em carros esportivos, como o Golf GTI e o Audi TT.

O maior problema do câmbio automatizado de dupla embreagem são os barulhos na troca de marcha, comuns nos carros da Ford e Volkswagen.

Câmbio CVT
O CVT (Continuosly Variable Transmission, ou seja, “transmissão continuamente variável” talvez seja o principal avanço tecnológico na área. Seu funcionamento é muito similar ao automático para o motorista, que não precisa de nenhum tipo de ação para mudar de marcha.

Ao contrário dos câmbios automáticos e automatizados, o CVT não tem marchas predefinidas, pois utiliza um sistema de correia. Dessa forma, é como se o câmbio tivesse infinitas marchas, o que ajuda a consumir o mínimo de combustível possível. Toyota Corolla e Honda Fit utilizam o câmbio CVT.

Além desses tipos de câmbio, novas tecnologias já são utilizadas em alguns carros, mas ainda não são comuns no mercado brasileiro. Carros híbridos, como o Toyota Prius, utilizam motores elétricos até 50km/h para auxiliar o motor movido a gasolina.

Para a manutenção e revisão dos diferentes tipos de câmbio automotivo, é sempre importante procurar um profissional qualificado para prestar os serviços no seu carro, evitando o comprometimento de alguma peça. Também esteja atento às suas necessidades na hora de escolher o câmbio que melhor se adequa ao seu estilo de vida. Além disso, conduza seu automóvel com sabedoria! Assim, você garante um veículo bem cuidado e seguro.

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